Por ocasião da desapropriação do prédio
pela Prefeitura de Niterói, constatou-se a urgência
de se proceder à sua restauração. Assim,
a equipe responsável pelo projeto de conservação,
atendendo a decisão política do Prefeito Jorge
Roberto Silveira, concebeu estudo em conformidade com o futuro
uso público do bem, destinado a abrigar um centro dedicado
à cultura e a atividades educativas. A ocupação
do Solar do Jambeiro prevê acolher um Instituto de Pesquisa
da História da Arte Brasileira, com ênfase no
paisagismo fluminense do século XIX, tendo em vista
ter sido Niterói o maior centro gerador da pintura
de paisagem brasileira nesse período.
O solar deverá concentrar exposições
de artes visuais, relativas ao tema do paisagismo no século
XIX, compondo, juntamente com o Museu de Arte Contemporânea
de Niterói, uma relação de contraponto
e de integração da produção
artística brasileira. Os planos de utilização
do Solar do Jambeiro contemplam também a realização
de simpósios, conferências, oficinas sobre
arte brasileira e, para tanto, encontra-se o conjunto devidamente
equipado, tanto no que se refere ao prédio principal
quanto ao parque e áreas externas.
Há também perspectivas de utilização
destinadas a cursos e seminários concernentes à
preservação e à restauração
de bens culturais, dando sequência aos trabalhos desenvolvidos
pelo Núcleo de Restauração de Bens
Históricos e Culturais de Niterói. O projeto
considerou o uso público dos jardins como mais uma
área de lazer inserida no tecido urbano da cidade,
integrando atividades educativas, musicais e literárias.